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Correios espanhóis querem entrar no mercado português

Os Correos espanhóis anunciaram que as principais linhas estratégicas para 2019 são o crescimento internacional para Portugal e para o sudoeste asiático, de forma a aumentar as suas receitas e conseguir ser rentável.

“A estratégia e a vontade da empresa é criar rapidamente uma rede eficiente de distribuição de encomendas em toda a Península Ibérica”, disse à Lusa fonte oficial dos Correos.

Aquela que é considerada a maior empresa pública espanhola pretende iniciar uma “nova etapa de crescimento a nível internacional” e de “melhoria das suas receitas para conseguir ser rentável”, tinha explicado o presidente dos Correos, Juan Manuel Serrano, num comunicado à imprensa distribuído na terça-feira.

Serrano anunciou a criação de uma Comissão de Negócio Internacional com o objetivo de iniciar a sua expansão para o exterior de Espanha, sendo “a Península Ibérica e o Sudoeste Asiático os lugares escolhidos”.

A estratégia começa por criar um serviço a nível ibérico em 2019 “com a rede mais eficiente de encomendas”, que vai permitir entregar qualquer pacote na Península Ibérica em menos de 24 horas.

Os Correos fecharam 2019 com um prejuízo de 150 milhões de euros e a previsão para 2019 é que as perdas baixem para cerca de sete milhões, para que o objetivo de alcançar a rentabilidade da empresa seja conseguido nos próximos exercícios.

Os Correos são uma companhia de capital 100% pertencente ao Estado, com mais de 51 mil empregados, e é considerada a maior empresa pública espanhola depois de os governos do país terem privatizado nos anos 80 e 90 do século passado várias grandes companhias, como a Iberia, a Endesa, a Telefónica e a Argentaria, entre outras.

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