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Filho de português que morreu numa gruta trabalha no resgate de Julen

É um derradeiro esforço. A dramática reta final do resgate do pequeno Julen, que há quase duas semanas caiu num poço em Totalán, Málaga, é uma operação cheia de riscos para os oito mineiros que a cada 40 minutos se revezam, em equipas de dois ou três mineiros, a uma profundidade de cerca de 80 metros, para escavar à mão um túnel horizontal que permita chegar ao local onde se pensa estar o menino.

Lázaro Alves Gutierrez, um dos oito mineiros que foram das Astúrias para Málaga para realizar a complexa operação, viveu ele próprio uma tragédia há 24 anos, quando o pai, um mineiro português, morreu numa explosão da mina onde trabalhava, nas Astúrias. Lázaro ainda não tinha 10 anos. Quase um quarto de século depois, o mineiro asturiano, que decidiu mesmo assim seguir os passos do pai, é um dos protagonistas deste novo drama.

Foi a 31 de agosto de 1995. Eduardo Augusto Alves, 35 anos, pai de Lázaro, desceu como fazia diariamente com a restante equipa dessa madrugada ao fundo da mina de carvão de Nicolás, em Mieres, nas Astúrias, onde trabalhava, na altura a 400 metros de profundidade. Uma fuga de gás que não pôde ser detetada causou uma brutal explosão, que provocou a morte a 14 dos 63 mineiros que nessa altura estavam a laborar na mina. O pai de Lázaro era um deles, conta o diário El Español .

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